LEITOR ABSOLUTO Versão para impressão
Escrito por Administrator   
Terça, 09 Julho 2013 18:46

O leitor de Poesia Absoluta (como o temos às dezenas, no Curso de Letras da FAMASUL) tende a reconhecer nele, em si (dentro do si) qualidades extraordinárias, que estavam adormecidas no berço esplêndido da página da alma, aprisionadas como a poesia.

Sensação do incomum, do maravilhoso, do esfingético vivo, sobretudo sensação não mais de impotência perante a página (que deixa de ser rasteira, fácil, branca). Ele (esse leitor absoluto) dota-se de uma consciência meio que mística (órfica) e, em especial, torna-se cioso de que é possesso e capaz de compreender o universo. Ele compreende-se, sinergia-se, demiurga-se, purga-se, vai e volta do purgatório do verbo, torna-se um sujeito que reflete o absoluto (e sobre ele paire). Deixa de ser leitor meramente relativo, como os outros (coitados, à margem do mistério, imersos de corpo e alma, no comum, no osso do cotidiano, na coisa nenhuma de sempre).