FRAGMENTO (TERÇO FINAL) DE TEXTO 3 DE CLÁUDIO VERAS Versão para impressão
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Quinta, 25 Janeiro 2018 19:46

Encanto, douçura estranha, atração mental, tudo causa a poesia absoluta (na pessoa normal), estupor e sideração também, além de delicioso desespero.

A grosso modo, e no conjunto, a poesia de VCA é súbita e intensamente humana. Contra a reificação e contra a alienação normal dos homens brasileiros, impossíveis leitores e deficientes incapazes de recepcionar a poesia moderna. Voltada e dirigida para contribuir à formação de uma bem delineada e firme concepção do mundo (weltansshuung), que credencie cada um a sentir a própria humanidade (em si e no outro).

César Leal afirmou, lendo Burocracial e Só às paredes confesso (além de Título provisório e Coração de areia), que VCA é o poeta de maior musicalidades dos últimos tempos. Embora ele não apresentasse em seus livros um único poema ou duas linhas poéticas rimando aparentemente. Trata-se de uma música de aliteração e sílabas metálicas, de assonâncias, rimas internas complexas sem dentes. Ou seja, VCA é um poeta lírico. De Lenos, deus que inventou a música.