ARTE DE OLIVAR Versão para impressão
Escrito por Administrator   

Virgem morreu o azeite

óleos jazem

sob sete palmos de carne.

Uivo das oliveiras

rios de azeite

que gota a gota

dente a dente desce

pelos empórios da boca (corpo)

para o consumo da alma.

Os ferros da metalúrgica aurora

as nuances do cálcio, os óxidos nascentes

rastros e rumores da manhã metálica

espelho da noite naufragada

no coito da lua e do sol

entre rosas orvalhadas

e o cio onipotente da relva.

 

Das praças ladrar de bronze

das esquálidas estátuas dos heróis

dos palácios onde escusos negócios

entabulam-se ao sacrifício do sal.

 

Mortuário aroma das ruas esmigalha

narinas e virtudes odoríferas.