DEDIQUE Versão para impressão
Escrito por Administrator   

Dedique a fogo amor humano

como a ratos do porão sepultura

do capitão

torne cinzas sem paixão

que embeveça a pira

e aperfeiçoe o martírio

conceda a chamas pérfidas palavras

profira contra a beleza pacífica impropério

adorne o outono da parca com apuro

consuma-te ante silêncio eloquente

da indiferença metálica e do litígio

 

deixe enfim ruína consumir átrios

e altares morrerem envenenados de ouro.

Ao lado Caríbdes filtra

vida renhida de marinheiros

do mar de mármore

águas cerâmicas de ondas bruscas brancas.

Vomita sopro marítimo.

 

Sirtes parem naus bélicas

do belicoso oceano párias.