EIS O TEMPO Versão para impressão
Escrito por Administrator   

Este é o poema visceral e inteiro

das prédicas mui transitivas

e do gosto ornamental, a terna veste

do verbo no cabide do social

este é o propósito arbitrário do poeta

ser exíguo e consequente

pois é tempo de pastiches etruscos

e parafernálias longas ou lógicas

da metáfora anexada ao espírito

da alma lavável do protocolo do corpo

este é o poema da era vital

do confessionalismo sem escrúpulo

da circunstancia violenta

e da nebulosidade rebuscada

este é o tempo de passar depressa.