POEMA ONZE Versão para impressão
Escrito por Administrator   

Decifre cem avos de sentido

do poema indizível

do sono dogmático da água pura

todos os hangares oblíquos beije

além das alfândegas amarelas e exaltas

viaje até onde sábados comunguem

ouça reses abstratas

farejando silos metafísicos

farejando silos metafísicos.

 

Ame meio-dia inclinado sobre

a obliquidade do desejo

(que fugiu para tarde sensual e ímpia).

Ouça sobretudo farfalhar branco

das asas rumorosas dos anjos tortos.

(A veia jugular do poema absoluto

vital e mortal: não esqueça).