MEU SONHO Versão para impressão
Escrito por Administrator   

Sonho sempre comigo incógnito

no rosto da esfinge noturna

a devorar ávidos axiomas

engasgado com inequações senis

indecifrando sombras

toda a metalúrgica do id

a serviço do escombro que sou

usura de gusa, argumento de cinza.

 

Sou um cavalo bordado à prensa

de enigmáticos galopes

venho de aquosos corcéis pretos

da trama das rochas magmáticas

da alma do ferro sem data.

 

Não mais me movo entre traça humanos.

Desisto.

Água Preta, 10.10.2015