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Escrito por Administrator   

Assim que sol

fere olhos do cedro

manhã se expõe

nua a meus sentidos

em desvario de luz.

 

Assim que rum conforma a garganta

e conforte o espírito

o amanhecer embriaga os olhos

a alma se expande

e o coração abre suas comportas mais perversas.

 

Assim que o orvalho alimenta o espírito

e o lamento da âncora aporta no corpo

e a seu eco marítimo assomam espírito e corpo

a concha orgulha suas fímbrias

o horizonte cura-se da névoa.

 

Assim que o silêncio espreita o junco

e a ruidosa libélula expande o ar

a aurora ilumina a memória da água

e os cotovelos dos girassóis aladainham o punho da palavra

néctar de sílabas oferecendo a pássaros.