VIDA BREVE COMO A LOUSA Versão para impressão
Escrito por Administrator   

Tão breve o corpo (a alma calma)

tão leve e frágil que ao último sopro não suporta

desaba... desaparece

como as lousas que o confortam.

 

Na alta hara, no prado alto

cavalos de nimbos, tropel nefelibata.

 

Com gazeis de Hafiz sonho.

 

Rumor tortuoso de rimas afetivas

lentos labirintos de corredores vãos

galerias de espelhos cegos como Borges

sinuosos ecos de palavras vãs

gritos de pedra, cardume de rumos

amparos de treva, alamedas mudas

turvos violinos ofídicos, corrimões dissolutos

rostos liquefeitos e impunes

lavabo para opróbrios brancos.