LENTO CÁLICE DO ROSTO Versão para impressão
Escrito por Administrator   

Endereço dos destroços não importa

nem corrente de olhares fuzilantes

ou a métrica rastejante da Quimera

(a química anuviada do vinho)

mas lento cálice onde repousem lábios

gestos de fastígio, auroras enterradas, vômitos antigos e amarelos

cinza da música, ossos da luz, sal do silêncio acúleo.

 

Pulôveres, volúpias, bielas, pias, câmaras obscuras

cárteres, buquês de válvulas consonantais, selvas de pistons

(armistrongues)

a seiva profunda da linhagem, rumor de lêmures lunares

e tudo o que emocione ou fira a palavra

eis a claridade do poema, sua raiz amara

memórias de cimentos, fuga de náuseas.

 

a Aristóteles Bastos

o único pós-socrático da atualidade velha