DE ONDE VENHO? Versão para impressão
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Essa filosófica pergunta

tento responder desta página.

Venho de obstruções do instinto

e das intestinas sedições do tempo.

 

Venho de rebelados portos e lápides insepultas

a que a palavra me obriga e prima.

 

Venho das revolutas veias do meu verbo

e das intransigências lisérgicas da vertigem.

 

Venho de unções devotas, cabisbaixas réstias

e unguentos desalmados.

 

Venho de insinuações senis

e nuas aquiescências

 

e do insano que a palavra aprimora

e das suínas situações da vida postas sem trégua.

 

(para alimento da porca existência

e júbilo dos senis e seus acólitos

impregnados de lipídios arrancados

dos almoço legendários).