ORIGEM (continuação do poema anterior) Versão para impressão
Escrito por Administrator   

Venho de utopias mecânicas e amestradas sinas

com o cordame da liberdade amarradas

venho de ideias libertárias presa

da armadilha das ilusões mais castiças

venho de rebeldias vencidas

impulsos impotentes

de certezas dissolvidas em ácidos instantes

(nos cadinhos tristes da loucura do amanhã)

pelo aço árido da história

ferreamente diluída

venho de idiossincrasias surdas

como as de Daniel Santiago, cineasta artista.

E de medíocres fermentações do nada que sou

(dos vandalismo do espírito sou vivo fruto)

venho de esperas inconclusas nas salas do desespero

de salmodias ásperas (e musa inquietantes) venho.