DA FARMÁCIA DE DELEUZE Versão para impressão
Escrito por Administrator   

O signo significante (de Deleuze) é algo completo. Não é só face da moeda da comunicação.

É um todo, um como fragmento íntegro. É aquele que dá forma a conteúdo, isto é, expressa algo e não formaliza o discurso conteudístico, ou seja, não chega significado. É signo se relacionando ou se remetendo sempre a outro signo (e nunca o objeto, conceito, referência). Não há estado ou coisa que designe, nem objeto que ele signifique, mas  “somente a relação formal do signo com o signo enquanto definidor de uma cadeia dita significante” (mie platôs Deleuze e Grattari).

 

Esse signo tal torna-se significância. Toda e qualquer denotação por ventura existente integra automaticamente a cotação (torna-se conotativa) o designável não é significável, mas designa a si mesmo (redundantemente) e se esgota nisso, nessa circularidade. O signo redunda em signo. E nada designa.

O significado é o poema. Não há movimento de dentro para fora. Arena de fora para dentro centrípeto. A prosa é que é centrifuga. Não sai ou/e volta, assume forma de verso, de recomeço, de vai-e-vém. Tudo se resume e se completa no poema. Não transita. É intransitivo.

Qualquer conteúdo no signo (tal) se dissolve. Não resiste. É irresistível o poema. Só significa. Mas não o quê? Não há necessidade tal. De dizer. O quê?

O significado é o significante. E não inverso. É em verso.

O significado é o primeiro que morre.