POEMA AO CORPO DA MULHER NEGRA Versão para impressão
Escrito por Administrator   

Tez cinabra ventre azeviche

velo que noite rasga descobrindo

nos campos árduos do teu corpo

paraísos vivos cedências

de sinfônicas noturnas

(e sombras de boníssimos pomares).

 

Lasciva ninfa de estonta ébano

na ambrosia de teus braços renasço

a noite de tua pele me enlouquece

e da madrugada para de teus cabelos broto

no triunfo de teus flancos revivo e tramas

puro e embriagado de teu ventre negro grito.

 

Do supremo êxtase possuído escravo

de todos os gozos do mundo

do perfume do andar cadenciando e meu

do aromas ardilhoso dos pentelhos ébrios

embriago o olhar que delira

por sobre as flores ebúrneas dosono

após a pequena (grande) morte multiplicada:

 

Da âncora de traz perfeitas formas negras

prendes-me a vida domes-me a seiva.

 

Na aminosa carne adormeça entre volúpias

e coxa ávidas e logo galgo

luminoso dorso espetáculo cárneo

ereto e varomel para outra aventura

a que a libido me conduza.

 

Para nova aventura volúpia nova

viagem ávida e ébria lascivo itinerário

ao país de tuas carnes doces.

 

Ao deslumbramento louco!

(de noite invencível de 2014

lavrado do papel higiênico)