POEMA À ROSA Versão para impressão
Escrito por Administrator   

a Rosa que morreu sozinha

À Rosa, rosa que jamais murcha

Rosa que ressurge da tênue

cinza de um domingo.

Que caminha lenta pelo sábado à tarde

tarde que detémo tempo

por alguns íntimos de segundos

rosa que foi às tertúlias da lua

no outro lado, e não voltou a tempo

de saber que somos eternos em cada tarde

e que sob a tenda dos sábados sabemos tudo.

Sabemos que rosa se foi, deixou a árvore

Se desfolhou ao vento de Boa Viagem

Canto atlântico onde ela singrava

nos mares da calçada

atravessada de ruas e das travessuras

de seu cigarro, companheiro e destino.