POEMA A ESMO Versão para impressão
Escrito por Administrator   

(Por que quiabos

e não alfaces?)

Quanto pó no campanário

sem sino ou osso de som

quanto resta de sombra

no árido e mudo bronze?

 

E o ubre rubro do moçoila

de que meus lábios desertaram?

 

E as sendas que se negaram aos pés

e caminhos que ficaram ermos

e as rotas hoje rotas

o que fizeram de mim?

 

Azul hoje é o vazio

e o rumor deserto (como fêmur)

 

o silêncio gotejante

a pluviosidade parca

o tumulto ínfimo

a prodigalidade laica

e o poema arcaico.

Nota: quando construí este poema, em 2013, estava-se em plana seca, por isso a menção pluviosidade parca.

2- dediquei este poema a esmo por um acaso. Fi-lo a expresso ou mesmo na seguro (asseguro).

3 – o esmo é como lesma.

4 – o poema vem mais do acaso dado do que do construído

5 – O esmo – como o acaso – é criativo.

7 – viva o esmo, pois a ele se deve a poesia.