TRÊS POEMAS DESIGUAIS Versão para impressão
Escrito por Administrator   

Toda pedra é severa. Toda

navalha espanhola ou platônica.

Sobre álgebras ubertosas me debruço

sobre hímens contemplativos me comprazo

sobre o século que já agoniza agora espalho

meu desconsolo minha agonia

semeio ruína e empecilho.

 

Toda a sólida lucidez

todo o rigor ecumênico

todo o horizonte de desvelo

toda a incerteza do verbo brasileiro.