RECEITA DE POEMA (NÃO DE MULHER) Versão para impressão
Escrito por Administrator   

A poesia pagã (antes do Deus único e que se tornou cristão, óbvio, quântico, ubíquo, ecumênico, embora mecânico) era absoluta.

Após a chegada do dogma, da religião, de onde veio a rima e as regras se fincaram (e convenções espirituais enrijeceram a alma humana), a poesia (mística) tornou relativa, desde que só Deus (ou a religião) é absoluto.

 

As leis escuras do espírito foi submetido o verso, e a rima reinou absoluta: místico rima bem êxtase.

Os dogmas do poema abomino, estão vencidos, varridos (e os poetas de hoje e agora não o sabem).

Munam-se de enxós, machados, cinzeis, plainas, formões verbais e esculpam o poema selvagem e natural da realidade linguística humana. Fora da linguagem de formiguinhas eunucas, a serviço do coração praticando a moeda da poesia em curso na lauda da usura.

O grande público da poesia (coitado) quer saber logo tudo, entender de imediato, porque é alienado rato um foguete do poder.

A única receita possível para “fazer” poema é: Faça-o conforme as mais rígidas regras (rímicas e métricas). Depois, quebre-o pé a pé de cima a baixo, de baixo a cima – e no meio exatamente. Desrime-o todo de cabo a rabo... e pronto. Aí está o poema novo, no rumo certo, no curso do futuro.