VERTIGEM DO ABSOLUTO (3) Versão para impressão
Escrito por Administrator   
Terça, 19 Fevereiro 2019 18:54

O modo emocional de ver o absoluto

veio do sono aflorando dos olhos vagos

ouro sonâmbulo pendurado da pálpebra

amanhecer enterrado na pupila da pedra

sob vidro do id clamor cego pulsando

esclerótico lampejo vige na íris sedenta

oníricos vestígios da insânia no púbis rastejam

da alma a recrudescer como infâmia e desejo

pássaro (seu voo histérico e audaz)

arco-íris de asas como parábola balindo

moléculas de borboletas (leves hélices aladas)

e o porco quântico das pétalas sorvendo

néctar de estrela despejando

da boca do jorro sem lamento lenta distância

ou da extremada botânica fios de linfa

(da palavra-no-poema).