Sono do poeta de seda
de ávida nuvem o rosto
infestado de desejo e espera
da palavra que venha grávida
de desespera e serva.
Copor de poeta tem brancura
de lento fêmur de touro
e testículo de anjo
e cor da noite hiante.
Horizontes dormem em seu dorso.
Em sua clavícula amapolas se levantam.
Saudade de poeta é de cambraia azul
(e o cetim do olhar aluina).
É de seda carnívora sono de poeta.
(poema bem autobiográfico)






