Que inóspito hóspede sente-se (e sinta?)
à mesa deposta, mastigue bisquis
acepipes estupendos devore
(mandíbula grata lambendo-se)
louçanias cruas ouça hinos convulsos
carnívoros sais consuma
em pratos de cerâmica felina
e entorne acres (trâmites) de loucura,
cálices fale com o falo da palavra
bordas de apinhadas vertigens sorva
crateras de óleos do cio morda
beba bibelôs, brocados, ornamentos
deguste compêndios esquizofrênicos
copule com manequins semimecânicos
sirva-se de grifos, sinos mônades, gônadas, harpias
clitóris, ciclopes, agaves colha
gatos egípcios do chão rastejante e místico
pássaros vítreos, cânforas nuas manipule
considere estrelas bordadas do céu
quando após banquete adira ao alpendre
macia varanda de pássaros ancorados na tarde
inale relâmpagos, ouça gaivotas, toque
tintas do labirinto, cores do delírio.
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