(Não) a Admmauro Gommes
Sensações inúteis
é o que eu sinto muito
(e não desculpo- mesmo culpo)
Impiedosamente grassa (impensadamente)
em mim o sacrifício de ser
(ente de mundo tão covarde
que não honra o desastre
da estrela de que veio.)
Somos nús e sós (tu e eu, nós e a moeda
Virtude e usura de mãos dadas
bursatilmente válidos(perante o deus monetário)
que adoramos em efígie ou palavra)
E tu, leitora consútil
e desconsolada, renhida, domada, o que fazes?
Vertebras a solidão (cravo a cravo
faca a faca, parto a parto)
em fios de luzes noturnas, sais impiedosos
e estranhos feixes de fosfatos anônimos?
Crus meandros e sombras da mente refinas
(mente não de seriais assassinos
mas de estadistas de plantão).
Catracas senhoris expões
a pinos de sol.(em decúbito cósmico).
Súbita luz invade
os olhos vazios da sombra
que o sol arrota
(fornalha imóvel como o meio dia)
atanor cego em derredor do qual
calor se enfileira
Cresta a pele da minúscula alma
e se expande como náusea.
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