O coração coleta tempo
(é válvula de músculo, bomba
não ampulheta de areia vândala)
que jorra como sangue crônico
pelas veias e desvãos.
O coração estraga
com veleidades humanas
e arritmias estranhas
a emoção.
Ultrapassa os muros da alma
(mas não se devora).
Porque demora entre
um crápula e uma dama
entre uma sinapse e um demônio
entre uma sístole e outra diástole
se desfibrila e stop.






