Nunca dizer mesmas coisas três vezes
sobre a mesma coisa ou com
mesmíssimas palavras (indispensáveis)
- gastas do uso abusivo, banalizadas
pelo blablablabla irreparável
pelo irreparável repertório da comunidade
dos poetas emocionados (em beleleu cônico, vácuo vocal)
com a beleza literal (não profunda)
do próprio umbigo ou brilho (infundado)
dos olhos ambíguos
nem expor palavra (tão bem cavada)
à insanidade do sentido
obrigatório, presumível
reiteradamente reincidente
mas por o ser em suprema conquista
posição cúbica, bíblica
(a pacificação do ente como meta mórbida, não!)
dar-lhe esteios, objetivos cavos
alicerces ínvios (de uivos) e sonhos vis
das vísceras vãs dos arúspires
extrair vaticínios gentis.






