06
Seg, Abr

destaques
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 Pendula hora

pera do tempo ondula

areia se precipita

da ampulheta fatídica

 para veia da vida

linha conforma trânsito

da sina pelos becos da mão

 

tempo namora estrelas

sopro celeste ecoa

barro aprende a ser.

 

A Holderlin que num íntimo

átimo lúcido sopro

ante precipício louco

que o tragou

instante antes de penetrar treva

entoou órfico hino à vida plena

uivo à consciência humana rastejando.

 

Que paire sempre

por pássaros de seda e pedra

ou pela face extrema do homem

essa canção primal e crua

a ressoar sem fim ou cabo

em cada sítio selvagem do espírito

em cada fração sublevada do ser

em cada poema do mundo.

 

Murilo Gun

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