Invista nos quanta de sua consciência e não só na física da alma (physics of the
soul) secular (proba porém pobre). Faça o poema novo. Deixe grassar em si novo
frisson. Renove o espírito. Retire as ataduras do tempo infiel.
A vital questão da Poesia Absoluta consiste em confrontar com coragem e
persistência a dualidade: você quer fazer (repetir, melhor) algo já visto (e cuspido) ou
vai explorar novas possibilidades. Fazer o novo de novo. (Conf. a física quântica
vigente, os objetos – físicos e metafísicos, são possibilidades a sua escolha). Ou seja,
você – nobre leitora, vai seguir sendo à moda antiga e no casulo – tranquilo mas parco,
do velho ego ou vai sair de si (do calor do lar egoico, do recinto de seu coração
mecânico, do recesso de seu íntimo idiota ou alma física) e ir a explorar as imensas
possibilidades de sua alma total? Escolha, relativa poeta! Cada poeta deve arriscar. Por
essa nova e pascalina aposta enveredar. (Poeta no sentido amplo de criador literário).
Saia, logo, de sua palavra grave (e medida) grávida de significados precisos e
antecipados! Aborte. E crie um novo estado estético, renove o ser do seu espírito
(antilírico, reparnasiano, antiquado).
Esse chamamento é vital à novapoesia, poesia neoposmoderna (e mesmo
posneoposmoderna, já), à Poesia Absoluta.
Abandone suas velhíssimas (senectas, vencidas) bagagens, faça, como fizeram
universitários do curso de Letras da FAMASUL, extravie de propósito seus idosos
conceitos sobre teoria da poética vigente hoje (do século XIX), arquive toda a visão
neoparnasiana que o impingiram por anos a fio (cego) mestres coagidos por
anacrônicos currículos; queime, num fogo votivo, dê a chamas iniciáticas, a mais sacra
fogueira, todos os seus (ossudos) dicionários de rimas e tratados de versificação (em
especial o de Olavo Bilac e Guimarães Passos, velharia indolente e nada piedosa) – os
seus, de seus pais e avós, e... emerja, desse sagrado incêndio, desse fogo renovado,
desse auto de fé, NOVO!
Inscreva-se, após tal rito, positivo, no Curso Pound – e Aula Eliot, da poesia
neoposmoderna (sem frescura de hífen), no ESPAÇO ZIZEK – BOOKS, COFFES, DRINKS,
redação do jornal O Monitor e das Revistas PAPEL JORNAL e SINGULAR, além da revista
Única, nº primeiro e último, em edição – de arte e literatura.
Receba os neoconceitos relativos (absolutos) à ecologia da alma e à economia
do espírito. Ecologia advém da expressão grega OIKOS (casa, lugar, lar, ambiente,
casulo, páramo) e LOGOS (conhecimento, ciência): estudo do ambiente físico em que
estamos. Economia: de OIKOS (casa, oca) e Nomos (lei, norma): regras da casa em que
vivemos. Ambos estudos ou conhecimentos contribuem para que sejamos.
Portanto, economia etimologicamente significa administração do nosso lugar
no cosmo. Ou seja, na Terra, um planetinha – só conhecido um pouco por nós como
larvas encravadas no interior de um cadáver ambulante cósmico, planetinha Terra a
girar, a girar, sem outro propósito que girar, girar, em torno de uma minusculazinha
estrela (sol, centrozinho do sistema planetário de que nossa Terrinha faz parte),
integrada essa estrelazita – o sol, infimamente no âmago de uma galáxia discreta
chamada Via- Láctea, que, por sua vez, é somentinha uma infimíssima aglomeração de
estrelinhas de um conjunto portentoso de bilhões e bilhões de galáxias, compondo um
aglomerado indescritível de seres cósmicos, corpos celestes, do inimaginável (nem por
Deus) COSMOS, que por sua vez é um mero grãozinho de areia do conjunto de toda
areia do mundo. Aí, chegamos a Deus. Venha a nós pois somos o (vosso) reino da
palavra, o Verbo de Barro, A poesia. Escreva ao Espaço Zizek. Aos cuidados do boss cultural Osman Holanda.
Para viver, administramos esse lugarzinho (a superfície da Terra) para nosso
bem-estar físico (do corpo). E igualmente, para ser, o administramos para o nosso
bem-estar sutil (do espírito). A consciência do que vivemos numa totalidade que inclua
o ambiente físico externo e interior (intimo) leva-nos a conceituar e considerar bem a
ecologia interior e a economia espiritual.






