Tropas de Xerxes acabavam
de saquear templo de Deméter em Elêusis
após incendiarem a Acrópolis quando acordei.
Numeroso rumor de pássaros, vozes confusas
de raízes errantes, tênues bastilhas estilhaçadas
músicas de obuses, iraquianos troares, gritos
e voos de desespero e razias de dor me acordaram.
Grão fecundo traído de tumba egípcia
louro em púrpura colho em grécias safras de ouro lírico
rosas e narcisos estrelados, messe de manhãs envenenadas
viciadas do idílio de pássaros, da celeuma de lírios
(nunca anfetamina do êxito ou ácido da usura).
Que só valha o que reluza da taça bursátil como prostituta alexandrina
no adro púbico.
Penetro oco das estrebarias
converso com Áugias em Tebas sobre Hércules enfurecido
ouço reluzir da manhã ainda encoivarada luz feiticeira
cego lustre sou
toco cortejo do sal e a
secreto coração da doutrina voo.






