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Dom, Abr

destaques
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      Centro e ventre de um caminho enraizado numa das culturas mais antigas e complexas, mais poderosas e atuantes (a marrana), em que o sentido da presença e o alento da palavra são alicerces e símbolos do mais alto, a poesia de OB, despojada de tudo o que não seja o átrio de si mesmo (criatura)

e o umbral do outro (irmão do mundo), floresce explodindo pétalas de sílabas e estrelas de leite, indiciando o porvir, atravessando o presente, como um tiro na memória do tempo humano para despertá-lo do êxtase do provisório, do sono dogmático (ideológico restrito) e da ortodoxia que transige com o passado, que é túmulo. 

     Esta poesia densa e sincera centra o coração do verbo no alvo da alma, a quem busca como ao rebrilho (a imagem palimpséstica), lapidado de jaças, óbices, dores passadas, com os jaezes do mistério e o sentido do futuro tremulando na mão lírica do poeta como uma bandeira que os ventos estampam no rosto do futuro.

Murilo Gun

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