Sapo pula, silêncio de água ondula, charco
mija, veloz acalma a pausa, o mundo
roda ao contrário do idiota senso, a
pele rebelada contra o poro morre.
Poema causa o acaso e a penúria. Causa
adubos verbais na safra e frissons
surdos nas salas da alma. Causa vaticínios
noturnos e faz cócegas no espírito.
Poema lava a página com água de anágua
e ensaboa leitora com sais de arúspices para
melhor augúrio da leitura.
Também causa choques estéticos e abre no
centro do coração solitário e rebelde
panarícios astecas.






