06
Seg, Abr

destaques
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Sapo pula, silêncio de água ondula, charco

mija, veloz acalma a pausa, o mundo

roda ao contrário do idiota senso, a

pele rebelada contra o poro morre.

Poema causa o acaso e a penúria. Causa

adubos verbais na safra e frissons

surdos nas salas da alma. Causa vaticínios

noturnos e faz cócegas no espírito.

Poema lava a página com água de anágua

e ensaboa leitora com sais de arúspices para

melhor augúrio da leitura.

Também causa choques estéticos e abre no

centro do coração solitário e rebelde

panarícios astecas.

Murilo Gun

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