Cavalo solto no páramo desembestado do coração
surdo galope da alma no prado cansado
era teu grito rebelado contra
silêncio cúmplice e desvairado.
E tudo foi desalento
melancolia escura
beleza por dentro
profunda dor sem alicerce ou saída
superfície destruída do labirinto do amor.
Água imersa e luminosa
Deus imerso nela:
é Ele quem goleia e ganha.
Água do dia e de fonte vital
ante torpor noturno
e sede sem ventre.
E se Deus está nos olhos dela
Da mulher que fundou a formosura
(é) porque fui cego sempre (?).






