Pascem em ti jornadas e rebanhos
de manhãs debruçadas dos eretos sais dos seios
passam sobre almas anos descontínuos
elos insurrectos e alquimias me atam a ti
sôfrega e inconstantemente.
Sob as pontes do lábio passam náufragas águas
em direção ao mar que é morrer.
Sobre a espessura de um instante pássaros vão.
Dás essências a paisagens
és intervalo de abelhas.
E começo da aurora nua.
Assim que o lírio amanhece vou a ti
como o milho no rumor do sol
Rua do Reno/Dusseldorf/2001






