Solar impureza do destino
e noturno êxtase de orquídea
trazem tristeza de amores mortos
grafam no rosto nomes de rosa e mosto
alegria báquica, vinho posto, pão pouco.
Trago no peito pranto de estrelas estranguladas
e abraço de brilhos adormecidos.
(Além de utopias de abelhas e brotos de baunilha).
Fotografo enxame de galáxias
Chantageio estrelas, a ardente
cosmética do sol flagro
dentro do espelho das nuvens.
No rosto sulco de gritos estrangulados ouço
no céu distante-pasto de ovelhas celestes
meu nome.
Busco axílas
a humílina relva no abraço
disfarçada
quero quimeras (de coxas abertas)
carreatas de ilusões (políticas)
algumas páginas da infância (amarelada)
rubores desmaiados
torres ermas
janelas com olhos
espólio para cãs
e ervilha muita
muita ervilha para quem me ler agora
(pensando em Kant copulando
Matreiramente na madrugada de Konisberg com a terceira empregada).
Seios dedos embeveciam
pele pálido luar lambia
Na pálpebra bailavam eternidades
Carne ao tempo enlouquecia
No púbis ladravam desejos velozes
ânsia de ser acontecia
Volúpias à lua ela ensinava
que baldia vogava e sonâmbula
sobre frias praças de alguma noite
que tristes prostitutas disputavam.






