06
Seg, Abr

destaques
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Solar impureza do destino

e noturno êxtase de orquídea

trazem tristeza de amores mortos

grafam no rosto nomes de rosa e mosto

alegria báquica, vinho posto, pão pouco.

 

                Trago no peito pranto de estrelas estranguladas

e abraço de brilhos adormecidos.

(Além de utopias de abelhas e brotos de baunilha).

Fotografo enxame de galáxias

Chantageio estrelas, a ardente

cosmética do sol flagro

dentro do espelho das nuvens.

No rosto sulco de gritos estrangulados ouço

no céu distante-pasto de ovelhas celestes

meu nome.

 

Busco axílas

a humílina relva no abraço

disfarçada

quero quimeras (de coxas abertas)

carreatas de ilusões (políticas)

algumas páginas da infância (amarelada)

rubores desmaiados

torres ermas

janelas com olhos

espólio para cãs

e ervilha muita

muita ervilha para quem me ler agora

(pensando em Kant copulando

Matreiramente na madrugada de Konisberg com a terceira empregada).

  

Seios dedos embeveciam

pele pálido luar lambia

 

Na pálpebra bailavam eternidades

Carne ao tempo enlouquecia

 

No púbis ladravam desejos velozes

ânsia de ser acontecia

 

Volúpias à lua ela ensinava

que baldia vogava e sonâmbula

 

sobre frias praças de alguma noite

que tristes prostitutas disputavam.

Murilo Gun

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