é meu irmão o meio-dia
mora no verão
sou nordestino primeiro
depois brasileiro e cia
em meu ouvido late
relógio silencioso mas lascivo
a noite me convida ao verso
luz assola, deleta
meus olhos de treva e a toalha
onde me guarda o lápis
para o prélio do papel
mal amanheça a página
sou a verdade, não a vida
cadáver em busca de ser.






