06
Seg, Abr

destaques
Typography
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

Sou o fim só o fim do começo?

A poesia de VCA cria sua própria

(e vária) forma. Rejeita fórmulas.

Únicas ou não.

 

Hermética (é vital) para quem tem fôlego

curto de imaginação. Rédea mole.

Ou é muito prático, detestando

qualquer abstração.

 

É poesia esquisita para quem chegue de perto

distante do sal.

 

É objeto vão (infinito) a poesia vital.

 

Dos fundos horizontes ascendem

músicas de ilhas antigas melodias

melodias náufragas ainda

de greda ocupam drásticas

fortalezas do ouvido

 

de fundos azuis vêm teus olhos

beber morte dos meus e das rosas

 

doces extremos me empanaram a vida

gozos inúteis faliram o falo

 

negaram-me horizontes e mirras

agora cegas e sempre escuras (as rosas)

 

os mais ébrios lugares fugiram

ficou a sobriedade cansada do nadar andante

 

em forma de sombra ou barco

de esponjas negras e visões sem ventre.

 

O aroma das árvores

o meneio das nuvens

 

parecendo seios dispersos

sendo úberes brancos

garoas que os dedos amealham para o gozo

manhã pequena e selvagem

ainda se desnuda a meus olhos (hirtos de cansaços)

 

lacrados mas lascivos

as bodas do sol são de lágrimas

 

o campo pequeno (e leve) da água (calma)

torna-se estrépito de brasa e tempestade lusa

 

das flores pétalas parecem lágrimas

da lua sombra já é náufraga (luz pare buraco negro)

 

louco amuleto trago

do escombro da íris (para o azul branco da nuvem).

{jcomments on}

Murilo Gun

Inscreva-se através do nosso serviço de assinatura de e-mail gratuito para receber notificações quando novas informações estiverem disponíveis.
Advertisement

REVISTAS E JORNAIS