Ama o doce macio e a sombra fresca
do milho (a bonecar o brilho)
devoto da mística inconsciência
e do rumor branco do bocejo rude
e franco, do olhar secreto
e da selvagem íris flui
luz ovalada e veloz
da treva lá fora resta horda
a érebo olfato negro devota
e à fúnebre servidão do dono se dedica
sepulta sonho e recolhe
esfinge da brisa egípcia
faíscam dentes presa
da incrustação das mandíbulas
sobre escura voracidade plena
cintilação macia da amêndoa pupila.
Se estende a rosto fecundo o ilimite ou a cútis
da injustiça árdua de Anaximandro.
Abril 2013
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