Sonhei bacante pura
em leito de papoula nua
do lábio ébrio desprendia-se
gota de vinho místico
rubra hóstia lasciva. Unção de sêmen do espírito.
Sua capciosa boca de rosa
me roubava a escarlata
eternidade. Numa mordida.
No fim do outono
rouxinol me espera
e potes de arco-íris
ferem-me olhos pobres.
Ao sono, irmão inocente da morte.
{jcomments on}






