Saber que a poesia conversa com árvores
E na campina do silêncio vespertino
Leito de estrela d’alva acasala
Com o ângelus
A se engalfinhar com potes de couve verdes
Lentos volumes e crivos amarelados
Das cores dos crepúsculo nas varandas
Do lúbrico amanhecer.
Saber que graças à poesia
Capaz és leitora incruenta e sadia
De ouvir orvalho e sentir
seda úmida da manhã dos lábios
a olhar astros matutinos debruçados
das madrugadas dos alpendres
que restaram das réstias da infância
ou de suas imperiosas ruínas sobreviveram.






