06
Seg, Abr

destaques
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 Saber que a poesia conversa com árvores

E na campina do silêncio vespertino

Leito de estrela d’alva acasala

Com o ângelus

 

A se engalfinhar com potes de couve verdes

Lentos volumes e crivos amarelados

Das cores dos crepúsculo nas varandas

Do lúbrico amanhecer.

 

Saber que graças à poesia

Capaz és leitora incruenta e sadia

De ouvir orvalho e sentir

  seda úmida da manhã dos lábios

a olhar astros matutinos debruçados

das madrugadas dos alpendres

 

que restaram das réstias da infância

ou de suas imperiosas ruínas sobreviveram.

 

Murilo Gun

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