Estendida das redes célicas estavas
lançando-me a teus olhos
Como sinfonia de gladíolos aproximando-se
Do coro rural das rolas fogo apagou
Dos páramos onde a infância se debruça e pasta
Ouvirás leitora pedermida que ama artúrios
A mim que não cultuo gerânios
Que já não ouço teu nome há milanos
Úmida a sonata de rãs da Goiabeira
Noturno concerto de gemidos
Do palco de riachos esquecidos, de
Águas perdulárias e perdidos nas lembranças velhas.
Do córrego dos Coqueiros
Onde a infância naufragou, lembro
Quando do “balde” do açude e do cacimbão
Rãs corruxiavam para mim.






