Celestes hordas trovejam
sobre coisas subliminares.
Crateras servem veneno doce da palavra.
Ou vinho do desejo formidável.
Coices de esmeralda catapultam o círio agrário.
Hierarcas bebem da tríade
tramas do verbo e emolumentos do fim
usuras vezeiras e precipícios rurais
embriagam a véspera do espírito.
Anjos de súplicas beneméritas lástimas lançam
dos céus a inúteis terrenos corações.
Luz pós-elétrica refuta
hierárquicas figuras
e o marmóreo fôlego dos náufragos
se desfaz como saponáceas bolhas enfim.
Embriagados serafins do trino licor escapolem
verdades bordejam, almas luzentes apenas
retornam a estrelas, as mais opacas ocupam
feérico circo do inferno da terra
entre hífen de anjos escorraçados.






