Luas de lobo dos crescentes sábados
uivam das veias e covas de Caracas
grassam por tímpanos e sandálias
em guetos octogonais alongam-se
vertem-se sobre domingos alcoólatras
dos rostos nauseabundos derramam-se
como sangue das calçadas noturnas em
coivaras de gemidos vermelhos.
Emigram as luas de lobo a tocas hínicas
a seivas e caves de octópedes ou sáurios
à crina das águas dos estoicos mares emigram.
Desde a primeira e náufraga aurora
sobre a inviolada primavera
de espadas.






