Um Conde de Bétulas
entre caniços floresce
e de sua copa nobre
emigram sombras vips.
Atacado pelo sol do pântano
Conde adormece seu ânimo
numa noite trêmula e alta
entre orquídeas e lacraus cinzentos
e sonha com um solerte
Marquês de Cedro
que lançava impropérios
acúleos contra o deus
dos caules responsável
pela débâcle completa
do império florestal.
Mas o Conde de Bétula temia
acima de tudo a pantera amarela
que com magias graves e agudas mandíbulas
ameaçava abocanhar-lhe o último refúgio.
Ébrio de medo o Conde ingressa
no exército de sombras e catervas
aninhando-se no leito
de mariposas lascivas.
E seu desejo navega
pelos ares aquáticos
e portos do espírito.
Na soleira da noite fica
sêmen de sua ira inteira
impresso no púbis do mundo.






