Graças a sua ofegante pureza
a obra BUROCRACIAL é severa.
Ao longo da rua da vida
poeira, pedra, loucura e amor
só de ida.
À luz do candelabro de cardo sem cobre
sob lua mortiça e vento noturno...
O inverno não morre.
As colheitas do ser se dão
logo após o verão
enforcado no cordão umbilical
da ultima estação do inferno.
As estações não são humanas.
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