Tez de tênebra, ventre azeviche
velo que noite rasga descobrindo
dos campos do corpo vivos paraísos
e selvagens cadênciais de sinfonias noturnas
pulsando nos seios em vital riste.
Lasciva ninfa de estonteante ébano
da ambrosia de teus braços renasço
e da noite diamante do teu corpo enlouqueço
como pluma a desvario do vento
sobre tuas carnes flutuo
e das tramas do teu ventre negro grito
embebedado e puro possuído
de todos os gozos do mundo.
Cadenciado odor do teu andar embriaga.
Enlaces de açucena se lançam
por sobre a negra geometria de teu ventre grato.
Meu olhar delira
sobre as flores de greda dos teus cabelos
(quando o soltas noite se lança dos lençóis).
Animosa carne me adormece
no intervalo dos êxtase supremos
e logo galgar volto luminoso dorso
ereto, alteroso, varonil, agudo
para nova aventura, volúpia nova
e sigo a devoração poço a poço
ébria viagem, itinerária catártico
ao claro e implacável país
de tuas carnes de múltiplas cores.
Lascivas acácias brotam do sexo
que litanias de Baudelaire não aplacam.
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