Os pomares morreram
o grão cessou de ser.
Horizontes são de água poluta
âncoras se carcomeram.
O cemitério marinho
é áspero e duro.
O férreo mar morreu
águas selvagens vazaram.
Abismos octaédricos as bebem.
Tales morreu afogado (bêbado do céu).
Nas águas elementares
de um poço de estrelas.
Cemitérios marinhos prosperam
por toda a vastidão universal.
Sobraram alguns círculos excêntricos
da geometria prodigiosa do id.
Essa brisa de seda
o suave jasmim da alma
todo anátema
que poreje do verbo
a astuta malícia do poeta
sua certeza de nada
e a verdade impressa
(na alma devassa ou casta)
são as marcas símbolo
de que a poesia não se relativiza.
É absoluta e imprópria.






