06
Seg, Abr

Poemas
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Rio banhando-se na óbvia e crua sombra

da folhagem

exuberantes matizes exibindo ao mundo

borboletas mágicas néctar arrulhando

 

 

nuances vermelhos no ar depositadas

rodopios de cascatas de bem-te-vis

profundos

à tona do tempo colhidos

pelos invisíveis olhos humanos

vis céus indolentes e cerimonialmente brancos

édens caídos como fruta podre

testemunhando  aurora que se esgueira

entre pássaros e dedos rosados

o mundo prenhe de sol

de prolífera garoa assaltado

 

olho os que me amaram ontem

seios que escalei entumescidos árduos

meço pecados e milagres

do verão em brasa a carne

e o espírito que

gritos da relva deixaram

na folha do livro aberta em copas tristes

como árvore sem dentes.

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Murilo Gun

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