06
Seg, Abr

Poemas
Typography
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

Sírius, o cão de Órion

acena do casulo das estrelas

para bosque noturno

onde luz é árida, terráquea.

 

 

E a terrena sombra

na falha da relva se espalha

como britadoras assacadas

sobre pedras fraudulentas.

 

Toco a coroa boreal

a tiara de Ariadne toco

concedo ao poente

seu clamor luciferino.

Transito no espaço morto

semáforo do poema em riste ótico

dioniseando rubendarianamente

baudelaireamente gravitando.

 

Sempre delineando o tumulto deslindando

(por mais feroz e deformado seja

qual Ducasse de seu cúbico delírio)

do túmulo das estrelas brilho  velho extraindo

como purpurina a semear na palavra escura.

 

No silêncio (quase absoluto) dos intervalos cósmicos

(que são azuis e longos como o tempo que arde)

o som dos olhos semeio (sonar humano)

e da sombra tenaz claridade arranco

 

estraçalhando silêncio (sua silente palha)

a instaurar na página terrestre o grito

do espírito estagnado aberto a novas

e inesgotáveis aventuras.

{jcomments on}

 

Murilo Gun

Inscreva-se através do nosso serviço de assinatura de e-mail gratuito para receber notificações quando novas informações estiverem disponíveis.
Advertisement

REVISTAS E JORNAIS