a Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque
à célere barca das horas
nau errante que ancora
no cais da eternidade
(onde aderna
o pobre coração do homem)
“Passageiro é o tempo, não o homem.”
O tempo vê (por dentro).
(O belvedere do tempo é o tormento do homem).
Sua visão é visceral mas descontínua, viril.
O tempo vê a carne do trânsito.
O súbito é para ele distração e absoluto.
E a alma subordinável da passagem
ele a vê com olhos desalmados.
(Aos olhos do tempo somos
carnívoros e impávidos).
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