destino é carnívoro
É dos postigos fechados, das cornijas sem ventre
dos tímpanos dopados e do ubre dos abismos
que se ergue o abutre (o poema jamais)
no desejo do fruto o futuro da semente
guardado a sete impulsos carnívoros
só os fúteis e os néscios são místicos puros
há um aquém de tudo, muitos de nada
o além é feito de coisas finas e longas (postiças)
de rédeas de renda e corredores salinos
labirínticas luzes o anelam
nele assolam meandros subterrâneos
libidinosos gumes reflexos das foices lunares
fogo anímico da carne atiçam.
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