Ó tênue lingerie de Messalina!
Empodera-te-me.
Nenhum homem é nu.
Toda mulher nua.
As cinzas da certeza são exatas.
Ó rosas resignadas de odor melífluo
ou fútil, ó resmas de ovário em flor.
Ó limbos espaçosos e brancos
como o demônio ou a aurora.
Ó másculas mandíbulas do abandono.
Ouví, ó pentes, o passeio calvo
a tarde sem cabelos
plano côncavo limbo do crânio
o serpentear da deserta madeixa.
Dólares de ruína.
Lastros como puas.
Pedras do abdome.
Céu sem homens.
São sem nomes.
Santos ontens. Cães amanhã.
Vista o âmago com seda nua.
Emudecer do tempo.
Boca da manhã.
Aurora dos dentes.
Maxilar da tarde.
Vespertino entristecer.
Vênus grávida.
E saiba:
lobo come fábulas.
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