Escombros azuis colho
dos arrecifes escolho o rosto da página
a cor da indumentária marinha das algas
recolho da areia da praia
entre cães breves e sono de esgotos caminho
no calçadão senil de boa Viagem
o soluço da noite lacrimal embebendo
lenços da manhã decepada.
O pássaro obsceno da madrugada procuro
no sal de nós mesmos consumado
como verão e inverno da alma.
Esvoaço e sumo-me
fumo voo (desfaço-me
como um sim) intenso
assim como fagulha de vento.






